sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Felicidade Realista (Mário Quintana)


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.É o que dá ver tanta televisão.Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite PAZ e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso tudo pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A elegância

Li no blog do Joka P. e gostei:

A elegância vem em um kit: atitude, postura, ética, gentileza, bondade. Também é indispensável um olhar generoso sobre o mundo.
E o mais importante: simplicidade.
Todo exagero, qualquer demonstração de arrogância, de superioridade, na aparência ou no comportamento é sempre uma coisa super cafajeste.
Não tem nada pior.
Jacqueline Kennedy resumiu perfeitamente isso tudo: “Less is more.”
Menos é mais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sem pressa para o virar do ano.


Daqui há algumas horas será 2009.

Serena , tomei uma decisão: Este ano não vou passar o reveillon na praia.

Eu não mereço isso. Ver fogos de artifício? Tumultos, multidões, arrastões?

Não . Definitivamente eu não quero isso.


Não tenho pressa, não tenho ansiedade, não tenho euforia.

É mais um mês virando 31 para 01.

Ao invés de dizer " mês passado", direi " ano passado" e é só.


Não tenho pressa de correr para o desconhecido,

não tenho pressa de ficar mais velha ( ou mais nova!).


Só não quero entrar nesta loucura de corrida para a praia, suja, molhada, cheia de gente,

ambulantes, gritarias, desvarios para entrar o ano.


Eu quero Paz! Eu quero serenidade! Eu quero ter meu momento de Fé e renovação para o ano que se inicia. Quero refletir nos meus erros, nos meus acertos.


E desta vez, talvez, eu não me sinta tão só, tão pequena.


Não sei.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008




Homem>>>>>>>>>Mulher


Amor nascido de atração, de encantamento, de sedução, de paixão.


Juventude vibrante, doces emoções, incerteza do amanhã.




Amor consolidado dia após dia, com altos e baixos, incertezas, desconfianças,


ternura , sede de beijos, sede de abraços, sede do corpo, sede da alma....




Desabrocham deste amor, os filhos.


Filhos que deveriam ser os reflexos de todos os sentimentos mais nobres


entrelaçados entre o amor do homem-mulher, da mãe-filho, da família agora existente.




Filhos que deveriam ser a cópia fiel retratada nos traços dos olhos, da boca, dos gestos. Filhos que ao primeiro olhar seria ver ...você...




Lágrimas, soluços, desapontamentos fazem parte de um viver a dois. Dificil superar as mágoas que surgem após a paixão, na consolidação do sentimento verdadeiro do amor, acima da carne, enraigado na alma por toda uma vida.




Difícil sobreviver tantos anos...mas ele está lá... guardado, loucamente vivo, sobrevivente das erosões do tempo: o amor, o amor pelo homem maduro, conhecido menino .




O amor que não viu o tempo passar, senão pelos filhos, agora adultos, vivendo cada um, sua história de amor, e, de alguma forma, tentanto encontrar um amor que consiga sobreviver as intempéries do tempo e da vida como o nosso sobreviveu, pelo menos, até agora.




29.12.2008




quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL, FELIZ 2009


Gostaríamos de registrar uma mensagem de final de ano, marcando o encerramento de 2008 na expectativa do que virá em 2009.


Entretanto ao refletirmos os acontecimentos deste ano, ficamos surpresos com a velocidade dos dias, semanas e meses e a sensação que temos, é a de que, não aconteceu apenas conosco. Esta velocidade atingiu a todos, sem sabermos o por quê !


Foram turbilhões de emoções ao redor do mundo, ora gratificantes, ora dolorosas, ambas com grandes significações e aprendizados. Lamentavelmente seguimos evoluindo para a auto-destruição, assim como os seres humanos, ditos racionais , se auto-destroem e destroem os valores existentes ao seu redor: a natureza, os valores pessoais, os valores familiares.


Percebemos um Natal mais frio, sem emoções, sem calor, sem fé e relembro a leitura do livro “Contos de Natal” de Charles Dickens, quando “ o terceiro espírito, o dos Natais Futuros, apresenta-se como uma figura alta envolta num traje negro que oculta seu rosto, deixando apenas uma mão aparente. O espírito não diz nada, mas aponta, e mostra a Scrooge sua morte solitária, sem amigos” (Wikipédia).. Triste não?


Então façamos deste Natal e de todos os dias, o melhor, o mais humano, o mais caloroso. Reacender a nobreza dos sentimentos que estrutura a família e através dela, a sociedade em que vivemos.Presentei um abraço caloroso, um scrap, um e-mail, uma carta.


Um abraço caloroso é reconhecimento, é afeto, é amizade, é remédio para a auto-estima , é impulso para viver! Nós desejamos a vocês, clientes, amigos , parentes, conhecidos, muitas bençãos nesta noite.


Que Nosso Senhor Jesus Cristo seja lembrado muito mais que os presentes de Natal.


Desejamos que todos tenham sua fé renovada e com ela sejam redobradas as energias vitais e espirituais para as conquistas de 2009, realizando o sucesso, a prosperidade, o reencontro dos entes queridos, a valorização da vida e dos serem humanos, o resgate dos valores morais e pessoais e acreditem que podemos fazer um lar, um bairro, uma cidade, um Estado, um País, o Mundo, melhor .

sábado, 29 de novembro de 2008

A graça da garça....

foto de Aridelson Muller
A graça da Garça...
Cada um tem o que merece, diz assim o ditado.
Distancio-me de meu corpo e olho ao redor
as pessoas , a cidade, a alma , os olhos,as expressões.

São dores, desamores, sofrimentos,
alegrias fugazes,
tanto rancor...

Cansei de brigas , de discussões,
cansei de aconselhar e receber conselhos
cansei de analisar sentimentos
personalidades, de "eus" egoístas"

Cansei de pessoas obtusas e amargas
Cansei de auto piedade plantada no rosto e nas palavras das pessoas,
Cansei de ser pisada,
Cansei de ser magoada
Cansei de gritos esquizofrênicos de pessoas que se acham donas do mundo.

Compadeço-me das almas crianças,
Compadeço-me do massacre psicológico
Compadeço-me de minha fraqueza...

O que o meu olhar silente alcança
é que o tempo passou...
Não mais uma criança
Não mais adolescente,
Não mais uma mulher de encantos
Mas uma mulher de observação,
de perpcepção, de intuição!

Essência vital numa lâmpada mágica,
obediente seguidora de seu amo
Introspecta, circunspectra...
fumaça invisível do que poderia ter sido.
Ecoa no sorriso da garça,
a graça da Grácia que graciosamente foi
engraçada, um dia, momentos, frações da
vida que segue distante, marcados por essências
que ficaram na memória .... delicadamente na memória....
Lembranças que surgiram neste instante, de pernas cruzadas, de óculosde bicos amarelos, de coletes listrados... a garça.... que fim terá levado
a garça,empalhada de capim?

Quem não tem um mundo paralelo?
Aquele que está dentro da gente, do coração e do cérebro
Como aquele amiguinho invisível que nos acompanha na infância?
Aquele mundinho para onde vamos acalentar o coração,
reparar as dores, resgatar e renovar o amor, a vida, as forças.

Quem decifra a nossa alma? Quem traduz em palavras os sentimentos
que brotam do coração.Quem?....

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Soluços de minha mãe...

Criança, nos agarramos a sua saia, dependemos de suas mãos, de seu carinho. No curso da vida, recebi seu amor, do seu jeito, mas profundamente mãe.
Agora , crescidos, pais, alcançamos a idade madura da vida e nossa mãe , de condudora, precisa ser conduzida. Frágil, sensível, carente. Seus olhos outrora vivazes como estrela, tornaram-se pequeninos, translúcidos, esmaecidos pela tristeza, pelos conflitos internos de querer conduzir-nos e não poder. Fragilizada mãe, tenta impor-se e sem saber como, ationge-nos com palavras agressivas.

Sei que sua origem decorre da idade, do medo, da ansiedade, da insegurança que não quer confessar... o que fazer... amanhã serei eu... quem dos meus filhos haverá de me querer sem rotular-me de estorvo?

Voce não é um estorvo. Temos vidas diferentes e queria cuidar-te. Não sei se docilmente voce aceitara Não sei se confia deixar-se cuidar por mim... eu, relapsa... eu mãe, eu filha...

O seu choro sentido dizendo que retorna a casa para morrer, desafabando suas dores, os seu temores, a sua fragilidade, o seu medo... mãezinha...como eu queria te por no colo.. como eu gostaria de ter dar uma vida melhor, um conforto, uma tranquilidade que mesmo hoje não posso dar ainda aos meus filhos...

Como te amo, mamãe.