Criança, nos agarramos a sua saia, dependemos de suas mãos, de seu carinho. No curso da vida, recebi seu amor, do seu jeito, mas profundamente mãe.
Agora , crescidos, pais, alcançamos a idade madura da vida e nossa mãe , de condudora, precisa ser conduzida. Frágil, sensível, carente. Seus olhos outrora vivazes como estrela, tornaram-se pequeninos, translúcidos, esmaecidos pela tristeza, pelos conflitos internos de querer conduzir-nos e não poder. Fragilizada mãe, tenta impor-se e sem saber como, ationge-nos com palavras agressivas.
Sei que sua origem decorre da idade, do medo, da ansiedade, da insegurança que não quer confessar... o que fazer... amanhã serei eu... quem dos meus filhos haverá de me querer sem rotular-me de estorvo?
Voce não é um estorvo. Temos vidas diferentes e queria cuidar-te. Não sei se docilmente voce aceitara Não sei se confia deixar-se cuidar por mim... eu, relapsa... eu mãe, eu filha...
O seu choro sentido dizendo que retorna a casa para morrer, desafabando suas dores, os seu temores, a sua fragilidade, o seu medo... mãezinha...como eu queria te por no colo.. como eu gostaria de ter dar uma vida melhor, um conforto, uma tranquilidade que mesmo hoje não posso dar ainda aos meus filhos...
Como te amo, mamãe.
Pensamentos, reflexões, sentimentos não expostos...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Os dois outros filhos....
Equilibrados,inteligentes, meigos , estabilizados. Meus amores, O mais velho e a caçula.
Mas tão carentes de colo, de carilho , meus filhos. Carentes de vida, de alegria , desejo de serem livres. Aliás todos eles, sempre reprimidos , presos, hoje querem liberdade...
Mas tão carentes de colo, de carilho , meus filhos. Carentes de vida, de alegria , desejo de serem livres. Aliás todos eles, sempre reprimidos , presos, hoje querem liberdade...
O jovem filho rebelde
Porque rebelde se é doce? É divertido, é brincalhão, é namorador e levado. É sofrido, é magoado, não aceita e nem admite gritos. Tadinho do meu bichinho. É tão difícil gerar a felicidade para todos. Porque um amor tão intenso entre os pais pode causar tamanha solidão? O pai não sabe expor sentimentos. Meu filho sente esta necessidade de amor e carinho. A minha vida são meus filhos , minha familia.
Uma de minhas filhas
Foi um presente de Deus. Eu tanto pedi, tanto desejei, e Deus me deu uma filha ( a primeira delas). Filhos são para nós, mãe, puro sentimento de amor, e embora cada filho seja diferente um do outro, e a todos dedicarmos amor com intensidade igual, um ou outro possuem requisitos que alguns chamam de preferencia, mas que , no meu coração não permite ter diferenças. O amor tem que ser igual , dividido por igual. Minha filha recebeu as bençãos do Senhor. Mas quantas preocupações , Meu Deus! Desabrocha e quer deixar o ninho como todos nós fizemos um dia, esquecendo as preocupações que causamos aos nossos pais. Então há momentos que não sabemos por onde onda, o que faz. Sua pele tão branquinha, tão delicada. Suas emoções tão controvertidas e tão desconhecidas para mim. Seu desconhecimento e ingenuidade do mundo e das pessoas. Se benfeitor...ou predador...? No que acreditar? Ora meiga e sincera e frágil, outra agressiva, calada ou desconversada. Ora sincera, ora mentiras.
O coração dilareça em dor, quase sempre querendo largar de mão, deixar viver ou deixar sofrer, mas é o meu presentinho de Deus. Não compreende as preocupações de mãe que sequer sabe com quem anda, por não querer ser criticada quando o pior das críticas já fora revelado. E vem o temor... Diz a minha mãe: " Deus toma conta" . É nas mãos dele que nós, mães, nos amparamos.
O coração dilareça em dor, quase sempre querendo largar de mão, deixar viver ou deixar sofrer, mas é o meu presentinho de Deus. Não compreende as preocupações de mãe que sequer sabe com quem anda, por não querer ser criticada quando o pior das críticas já fora revelado. E vem o temor... Diz a minha mãe: " Deus toma conta" . É nas mãos dele que nós, mães, nos amparamos.
Conflitos
O amor entre o homem e uma mulher nasce de uma troca de olhares, de um sorriso, de uma atração. Pouco a pouco o coração acelera e o seu pulsar torna-se visível nos olhos, no sorriso tremulo, nas mãos frias, do rubor do rosto, na linha do pescoço... O sentimento avança, engrandece, cria raízes profundas. Já não sabemos mais respirar sem a presença do outro. Torna-se um amor profundo, dolorido, apaixonado , vibrante. O casal passa a ser apenas um. E as diferenças que existem entre ambos aparecem, mas o amor tudo supera. E forma-se a família , e vem a gravidez, o primeiro filho,a dualidade de sentimentos. O homem não compreende.
Há o amor do filho pelo pais. Há o amor entre o homem e a mulher. A o amor dos pais pelos filhos e assim a vida segue sua rotina de sentimentos. Mas para o homem , os filhos passam a ser rivais de seu amor, a disputa pelo carinho e pelo sentimento profundo. Não se pode confundir. São amores distintos. Ambos profundos, intensos, mas completamente diferentes.
No amor entre o homem e a mulher passa a existir uma troca, uma substituição, deixamos o aconchego do lar paterno e entramos de cabeça numa relação em que o companheiro passa a ser o namorado, o amante, o companheiro, o pai, sim , o pai. Repreende , controla, vigia como se fosse o pai. E acostumamos com este amparo seguro, e passamos a ser uma só pessoa por toda a vida. Tudo poderia ser muito bom, só felicidades, não fosse a eterna rivalidade com os sentimentos da mulher como mãe, para seus filhos. A mulher tem seus filhos como sementes do amor, imagem e perfeição , cópia de seu homem, sangue e carne de seu homem materializados pelo amor de ambos. A mulher quer proteger este bem, intensamente ama seus filhos, mas intensamente ama o seu amor , companheiro de uma vida inteira.
Surgem os conflitos. O homem não sabe expressar-se como pai, não sabe expressar seu amor aos filhos. Sabe apenas impor-se como dono e senhor das pessoas de seu feudo...
Surgem palavras que magoam sem querer...
Há o amor do filho pelo pais. Há o amor entre o homem e a mulher. A o amor dos pais pelos filhos e assim a vida segue sua rotina de sentimentos. Mas para o homem , os filhos passam a ser rivais de seu amor, a disputa pelo carinho e pelo sentimento profundo. Não se pode confundir. São amores distintos. Ambos profundos, intensos, mas completamente diferentes.
No amor entre o homem e a mulher passa a existir uma troca, uma substituição, deixamos o aconchego do lar paterno e entramos de cabeça numa relação em que o companheiro passa a ser o namorado, o amante, o companheiro, o pai, sim , o pai. Repreende , controla, vigia como se fosse o pai. E acostumamos com este amparo seguro, e passamos a ser uma só pessoa por toda a vida. Tudo poderia ser muito bom, só felicidades, não fosse a eterna rivalidade com os sentimentos da mulher como mãe, para seus filhos. A mulher tem seus filhos como sementes do amor, imagem e perfeição , cópia de seu homem, sangue e carne de seu homem materializados pelo amor de ambos. A mulher quer proteger este bem, intensamente ama seus filhos, mas intensamente ama o seu amor , companheiro de uma vida inteira.
Surgem os conflitos. O homem não sabe expressar-se como pai, não sabe expressar seu amor aos filhos. Sabe apenas impor-se como dono e senhor das pessoas de seu feudo...
Surgem palavras que magoam sem querer...
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